NOTICIACRISTIANA.COM.- Uma chacina na cidade sudanesa de El Fasher intensificou a crise humanitária no Sudão do Sul, segundo a organização Christian Aid. Após a tomada da cidade pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), cerca de 460 pessoas foram mortas em um hospital, e milhares fugiram, somando-se aos milhões já deslocados pela guerra.
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Êxodo em massa e alerta internacional
Com a retirada do exército sudanês, houve um aumento expressivo na chegada de refugiados ao Sudão do Sul, incluindo pessoas que já haviam fugido da guerra civil anos atrás. “Na verdade, mais de um milhão de retornados e refugiados chegaram desde o início do conflito”, afirmou James Wani, diretor da Christian Aid no país.
Nos três dias após a queda de El Fasher, a fronteira entre os dois países recebeu uma nova onda de refugiados. “Há histórias horríveis vindas de lá”, disse Wani, destacando que o norte de Bahr el Ghazal, por ser o ponto de entrada mais próximo, deve receber ainda mais pessoas.
Riscos à proteção
Desde 2023, mais de 11 milhões de pessoas foram deslocadas no Sudão, segundo a ONU. Em Renk, a instalação de trânsito da Christian Aid abriga 12 mil pessoas, embora tenha capacidade para apenas 4 mil. “É realmente um pesadelo de proteção para meninas jovens e vulneráveis”, alertou Wani.
Wani pediu apoio internacional: “Pedimos a todas as pessoas de boa vontade que se solidarizem com o Sudão do Sul, orem por nós e, se possível, ofereçam ajuda material”. A Christian Aid tem distribuído assistência emergencial e promovido ações contra a violência de gênero, enquanto a ONU classificou os massacres como “horríveis” e exigiu que a RSF proteja os civis conforme o direito humanitário.
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