NOTICIACRISTIANA.COM.- O Vaticano decretou que as supostas aparições de Jesus Cristo registradas em Dozulé, França, durante a década de 1970, “não são de natureza sobrenatural”. A decisão foi emitida pelo Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF), citando múltiplas inconsistências entre as mensagens recebidas e a Doutrina da Igreja Católica. Esta resolução surge de um pedido do bispo local para encerrar definitivamente o caso.
A mensagem central associada a essas visões era o pedido para erguer uma grande Cruz Luminosa, conhecida como “a Cruz Gloriosa”, símbolo da redenção e do retorno de Cristo. Embora as mensagens incluíssem exortações à penitência e à conversão, temas chave da fé, o Cardeal Fernández assinalou que também levantavam sérias questões teológicas que poderiam distorcer a Doutrina dos fiéis.
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Inconsistências com a Doutrina da Fé
A DDF rejeitou especificamente a insistência em comparar a “Cruz Gloriosa” com a Cruz de Jerusalém. Fernández esclareceu que nenhum outro “sinal” da cruz pode ser considerado ao mesmo nível que a madeira do Calvário, que é única. O risco é que a cruz monumental de Dozulé se separe da economia sacramental da Igreja, tornando-se um símbolo autônomo alheio à Doutrina oficial.
Outro sinal de alerta foi a promessa de que a “Cruz Gloriosa” “tirará todo pecado” ou que visitar o local garantiria a salvação. O Vaticano sublinhou que o perdão não emana de um lugar ou um objeto físico, mas exclusivamente de Cristo. A remissão dos pecados é recebida somente através do Sacramento da Penitência e requer arrependimento interior.
A Igreja Católica reafirmou que a mera realização de um ato externo, como tocar uma cruz ou visitar um lugar, não é suficiente para a remissão dos pecados. A graça sacramental e a absolvição sacerdotal são imprescindíveis, segundo os ensinamentos perenes da Igreja. Esta conclusão definitiva se alinha com a opinião de bispos anteriores e busca evitar confusões entre os fiéis.
Foto: TIZIANA FABI/AFP vía Getty Images










